Sessão no provador do shopping do Porto

Ana-Paula-Jorge

Ana Paula Jorge escreve livros e tem uma parceria com site da Impala.pt. Aqui fica uma dessas histórias…

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 Há uns tempos fui com o Jorge ao Porto numa viagem rápida de 2 dias, em trabalho. Ao fim do 1º dia fomos jantar a um shopping e depois decidimos espreitar algumas lojas de roupa. Numa delas, cruzei-me com um empregado que me chamou a atenção. Devo ter fixado o rapaz de forma pouco discreta, pois o Jorge reparou e meteu-se comigo.
– Achaste piada ao empregado!
Eu sorri.
– É giro!
O facto de estarmos longe de casa, sem gente conhecida por perto, acaba sempre por desinibir. O Jorge olhou-me com aquele ar que eu conheço muito bem e que anuncia uma proposta “desonesta”.
– Podias ir pedir-lhe ajuda para a escolha de alguma roupa…
Eu fixei o olhar nele… percebia que ele me ia propor alguma situação mais ousada.
– … e fazias com que ele te fosse tirar umas fotos no provador!
Dei uma gargalhada.
– És doido? Como é que que eu fazia isso? Chego ao pé de um desconhecido e peço para me fotografar? Com que argumento?
– Então… podias dizer que andas à procura de roupa para uma amiga e gostavas de lhe mandar umas fotos com ela vestida, pois ela tem o corpo semelhante ao teu. Pedes desculpa e perguntas se era pedir muito que ele te fotografasse com essa roupa para que tu pudesses mandar-lhe e ver se gostava.
Ele sorria-me pois sabia que estava a lançar o isco e eu nestas coisas acabo sempre por começar a sentir um formigueiro cá por dentro… Olhei em direção ao empregado, que era, de facto, um homem interessante.
O Jorge aproximou-se de mim, deu-me um beijo na face e disse-me:
– Vou afastar-me e ficar a assistir, para que ele não perceba que estás acompanhada.
Virou-me as costas e afastou-se. Eu ainda não lhe tinha dito que sim, mas ele sabia. Conhece-me suficientemente bem para prever as minhas reações.
Com a adrenalina a subir comecei a passear pela loja. Gostei de uma blusa preta, que me pareceu ligeiramente transparente e vi que junto a ela havia umas saias curtinhas. Imaginei-me vestida com elas e a imagem que tive foi muito agradável. Dei mais umas voltas pela loja pensando no discurso que iria fazer ao empregado. Finalmente, ganhei coragem e aproximei-me dele.
– Boa noite! Posso pedir-lhe ajuda?
Ele olhou-me e sorriu. Tinha uns olhos de um castanho claro que me fascinaram e uma boca apetitosa.
– Sim claro! – respondeu pousando uma peça de roupa que acabara de dobrar.
– Ando à procura de roupa para uma amiga, que tem um corpo parecido com o meu.
– Que roupa procura?
– Uma saia curta, assim em tons de cinzento e uma blusa escura fina, num modelo que deixasse os ombros à mostra.
– Deixe-me pensar um pouco.
Olhou em volta por uns segundos.
– Quer acompanhar-me? Acho que temos o que pretende.
Segui-o vendo que o Jorge, à distância, nos olhava.
O empregado parou junto à roupa que eu antes vira. Acertara na mouche! Pegou numa blusa preta e numa saia cinzenta. As duas peças que eu tinha selecionado antes!
– Acho que é mesmo isto que ela pretende!
Mirei a blusa ganhando coragem para o passo seguinte.
– Vou ter de as experimentar.
– Eu indico-lhe onde são os provadores.
– Posso fazer-lhe um pedido?
– Sim claro!
– Eu sei que é um pedido estranho, mas a minha amiga é muito esquisita com roupa. Acha que me podia tirar 2 ou 3 fotos com as peças vestidas? Assim eu enviava as fotos por telemóvel e ela via se gostava.
Ele ficou em silêncio, sem saber muito bem o que responder. Estava claramente atrapalhado com a situação.
– Peço desculpa, acho que o meu pedido é descabido.
– Não não, disse-me ele. É que nunca me tinham feito um pedido desses! – respondeu-me.
– Acredito. Eu posso sempre tirar umas selfies e depois enviar-lhe, mas se fosse outra pessoa a fotografar conseguiria vários ângulos. A minha amiga quer esta roupa para o dia do seu aniversário, quer fazer uma surpresa ao marido e por isso me pediu que fosse eu a comprar. Mas eu tenho medo de levar uma coisa que ela não goste, percebe?
– Claro! Não há problema em fazer as fotos. Mas não é suposto os empregados ficarem à porta dos provadores e serem chamados para fotografar alguém lá dentro, teria de ser algo muito discreto para que não se percebesse. E fica estranho um empregado assim parado à espera, junto a um provador!
– Tem razão. A única maneira seria entrarmos os 2 de forma discreta no provador e eu vestia a roupa consigo já lá dentro. Assim fazia as fotos sem necessidade de ter de ficar à espera que o chamasse!
A coisa estava a encaminhar-se. Era óbvio que ele estava a pensar que se entrasse comigo eu teria de me despir à sua frente…
– Se não se importar que eu entre com a senhora no provador…
– Claro que não, até lhe agradeço a ajuda. Vamos então?
Após uma ligeira hesitação conduziu-me aos provadores. Aproveitando que não havia ninguém por perto, entrámos no último provador do corredor. Ele fechou a porta e dei-lhe o smartphone.
– Pode tirar as fotos com ele. A minha amiga quer ir jantar com o marido a um restaurante. A meio ela vai à casa de banho e volta depois usando a blusa mas sem soutien.
Ele abriu os olhos surpreendido.
– Acha que dá para fazer umas fotos comigo a usar a blusa sem soutien e depois com soutien? Ela quer uma blusa que dê para que ele perceba que não tem nada vestido por baixo, mas que não seja tão transparente que toda a gente fique a olhar!
– A sua amiga é meio doida!
– Um pouco… e deve achar que eu também sou por lhe ter pedido isto.
O silêncio dele mostrou que eu tinha razão.
– Faço as fotos que desejar.
– Então vá tirando e eu depois aproveito as melhores, ok?
Tirei o casaco e desapertei o fecho do vestido. Deixei que a parte de cima deslizasse  e fiquei despida da cintura para cima, apenas com o soutien branco. Soltei as alças e deixei-as cair. Os seios ficaram expostos e eu rodei o soutien para o desapertar mais facilmente. Os meus movimentos eram lentos para que ele pudesse observar-me. Acabei por deixar cair o vestido ficando apenas com uma cuequinha verde vestida. Nem me tinha lembrado que essa cuequinha era muito pouco discreta, fio dental atrás e transparente à frente. Ele ia-me olhando e começou a fotografar-me.
– Pode passar-me a blusa e a saia? – pedi-lhe. Estava em frente dele, praticamente nua, pois o tecido transparente da cueca pouco escondia do meu corpo.
Ele passou-me as duas peças. Vesti primeiro a saia e mirei-me ao espelho. Quase sentia na pele o olhar dele, de tão intenso. Apenas com a saia vestida ele fixou o olhar nos meus seios, o que me fez demorar alguns segundos fingindo analisar de vários ângulos como ela me ficava. Estava a gostar de o deixar comer-me assim com os olhos. Finalmente, acabei por vestir a blusa.
– Que tal? Fica bem?
– Muito!
– Então agora é que eu queria umas fotos giras para que a minha amiga possa ver se gosta.
Coloquei-me de frente para ele e esperei que fizesse as fotos.
– Acho que o marido da sua amiga vai adorar! Se lhe ficar tão bem quanto fica a si será um jantar inesquecível! Tem um corpo muito bonito e as duas peças realçam essa beleza.
– Muito obrigado!
Ele olhou-me e acabou por me dizer.
– Posso pedir-lhe uma coisa?
– Diga.
– Podia sentar-se e eu fazia-lhe umas fotos assim sentada. Quem sabe se isso não entusiasma a sua amiga para quando estiver sentada no restaurante o provocar um pouco.
Sentei-me no pequeno banco junto ao espelho e decidi apimentar um pouco a situação, dobrando uma das pernas. Sabia que naquela posição ele tinha uma visão bastante explícita das minhas coxas e praticamente poderia vislumbrar o meu sexo sob o tecido transparente. Deixei que ele fizesse várias fotos.
Quando terminou, levantei-me. Ele tinha um volume indiscreto bem visível sob a sua braguilha.
– Vou-lhe só pedir que espere mais um pouco para vestir a blusa mas com soutien.
Despi a blusa e fiquei de novo em topless. Vesti o soutien – lentamente –  e coloquei de novo a blusa.
– Já está. Agora é só fazer umas fotos assim.
Ele sorriu-me e fez mais uns registos.
– Muito obrigado! Acho que tenho o que preciso.
Ele ia dar-me o smartphone mas hesitou.
– Por acaso acho que falta uma coisa!
– O quê?
– Não tem nenhuma foto para a sua amiga ver como fica a roupa por trás. Sobretudo a saia, que lhe cai muito bem.
Ele estava a adorar a situação e queria aproveitar. E eu não ia fazer uma desfeita a um rapaz tão simpático!
– Tem razão. Vamos lá tratar do assunto.
Virei-me de costas para ele.
– Incline-se um pouco para a frente!
Obedeci e inclinei-me o suficiente para que a saia subisse bastante. Percebi que ele tirou uma foto e que depois se ajoelhou e me fez uma outra num ângulo claramente erótico, pois colocou o smartphone quase ao nível do solo, a apontar para cima.
Finalmente a sessão tinha terminado. Voltei a endireitar-me a agradeci-lhe.
– Obrigado. Foi muito simpático.
– De nada! – disse-me ele entregando-me o smartphone.
Ele estava com uma enorme vontade de me tocar, era visível. E eu tinha vontade que ele me tocasse, pois também estava excitada. Despi a blusa, ficando apenas de soutien e saia e aproximei-me dele. Colocou o braço à volta da minha cintura e puxou-me contra o seu peito. Num ápice, a sua boca colocou-se à minha e uma das suas mãos deslizou pela saia e entrou por baixo dela. A sua língua invadiu-me a boca e fiquei espantada com a agilidade dos seus dedos que me desapertaram o soutien sem qualquer dificuldade. Decididamente era um empregado habituado a lidar com roupa!
Já sem soutien, mergulhou o rosto nos meus seios. Chupou-me os mamilos, alternadamente. A mão direita ia-me segurando o peito e a esquerda acabou por puxar a minha cueca para baixo. Deslizou pelas pernas como uma pena e caiu no chão. Fiquei apenas com a saia vestida. Um dedo pressionou os lábios entre as minhas coxas e entrou dentro de mim.
Agarrou-me uma mão e conduziu-a até ao seu sexo. Senti o volume e apertei-o. Estava duro e parecia ser bastante bem dotado. Baixei-lhe as calças e puxei-lhe os boxers para baixo. Um rolo imponente saltou e desvendou-se aos meus olhos. Era mesmo muito bem dotado.
Tentei serenar e afastei-me.
-Temos de ter calma! Não quero que perca o emprego se alguém descobre o que está a suceder!
– É verdade! Perdi o controlo… desculpe!
– Mas deixe-me agradecer-lhe!
Ajoelhei-me e agarrei-lhe o pénis. Aproximei a boca e lambi-lhe a ponta. Abri os lábios e engoli-o até sentir a ponta tocar-me na entrada da garganta. Era um pau deliciosamente grande e macio. Chupei-o durante algum tempo até ter consciência de que ele não iria aguentar muito mais. Parei e levantei-me.
– Foi bom?
– Sim. Só queria também poder prová-la.
Sorri. Despi a saia  e sentei-me no banco do provador, totalmente nua,  abrindo as pernas. Ele ajoelhou-se e colou a boca no meu sexo. Senti a sua língua quente penetrar-me e deixei que me lambesse e chupasse durante algum tempo. Que bom que era! Apetecia-me vir-me assim, mas decidi parar, antes que deixasse de ter o controlo da situação. Estávamos ali há muito tempo e alguém ainda ia dar pela falta dele. Foi com muita pena que ele descolou os lábios do meu sexo. Levantámo-nos.
– Acho que é melhor sair discretamente.
Ele anuiu. Demos um último beijo na boca e deixei que as mãos dele me apalpassem todo o corpo.
Vesti-me e saí ao fim de alguns minutos. Ele estava a atender uma cliente. Pisquei-lhe o olho e dirigi-me ao Jorge, dando-lhe o braço. O empregado ao perceber que eu estava acompanhada não conseguiu evitar fazer um ar de surpresa. Saímos da loja, deixando-o meio baralhado!
No dia seguinte, antes de voltarmos a Lisboa, regressámos à loja. Queria chupar aquele pau mais um pouco, mas ele não estava lá.

(Este texto faz parte do meu ebook Crónicas do Meu Outro Eu, vol. 1. No ebook, a crónica é acompanhada pelas fotos feitas pelo empregado no provador)

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